sábado, 16 de dezembro de 2006

Poema puto a Noel

A moça virou pé-de-guerra
E muito mais
Desceu a serra serrando os dentes
Deu de cerrar os punhos e intimou:
Hey,... P*a*p*a*i*-*N*o*e*l ...!
Encaixote os meus dias vazios
Pois ando de saco-cheio
Jogue os meus medos na Antártida
Passe por aqui em seu velho trenó bem cedo
Mas primeiro entregue todas as suas encomendas...
Você sabe!
Não devemos abandonar grandes tarefas pelo meio!

#(2006 já vai indo...)#

segunda-feira, 11 de dezembro de 2006

Dentro do Quarto

Fechei esse dia ligeiro
Ligeiro como de fato
Meu coração passarinho
A alma no esparadrapo
Pareço nada demais
Nem mais nem menos, eu acho
Mas quero abrir essa noite
Sem senha, sem hora, sem data
E fazer surpresas dentro do quarto
Talvez dance um tango em seu ventre
Ao mesmo tempo em que a gente
Parte para o abraço

quarta-feira, 6 de dezembro de 2006

3 brinquedos

Sertão
Little town
ser tão lavoura arcaica
ser tão um parque de 3 brinquedos
sertão ser tão
a igrejinha e o altar
ser tão
ônibus velho parado
ser tão domingo-segunda-feira
sertão picando a mula pra capital
ser tão poeira e bosta de vaca
secando no sol
sertão ser tão
little town.

sexta-feira, 1 de dezembro de 2006

m e i o

meio conturbado,
mas tudo meio indo,
indo tudo ao meio
rodando em volta do meio,
meio paradeiro
meio indo tudo
tudo meio [a] meio

quarta-feira, 29 de novembro de 2006

Papel

Uma nuvem pássaro passará no céu daqui
Um cometa estrela também passará
Um poeta passeia seu passo lento aqui
Uma janela fica aberta para vento passar
Mas uma folha em branco não passará em branco
Porque folha em branco
É para a palavra que está por vir
Eu passo uns versos no papel, assim ...

domingo, 26 de novembro de 2006

durex

Eu remendo os fragmentos com durex. Reviro etapas, cato meus trapos e minha comida. Reconto moedas sem atirar pedras em ninguém. E vou subir as ladeiras da vida. Viver tudo de novo. Quero morar longe, sozinho, até encontrar outro alguém. Não quero mais viver onde tudo ao redor vai ficando nas mãos de uma gente que insiste em fazer deserto.

quinta-feira, 23 de novembro de 2006

calado

INQUIETA-ME TANTO CÉU
INCONSOLA-ME TANTO MAR
TANTO CÉU E MAR
SILENCIA-ME
NÃO TENHO NADA A FALAR